Tamanho e Participa??o do Mercado de Im¨®veis Comerciais para Escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul

An¨¢lise do Mercado de Im¨®veis Comerciais para Escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul por ºÚÁϲ»´òìÈ
O tamanho do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul foi avaliado em USD 94,78 bilh?es em 2025 e estima-se que cres?a de USD 99,30 bilh?es em 2026 para atingir USD 126,35 bilh?es at¨¦ 2031, a um CAGR de 4,91% durante o per¨ªodo de previs?o (2026-2031). A demanda por loca??es de qualidade superior, a r¨¢pida expans?o dos centros de capacidade global e os recordes em pipelines de infraestrutura est?o direcionando o capital para escrit¨®rios premium com certifica??o ambiental, enquanto os ativos legados enfrentam dificuldades para manter relev?ncia. Os investidores institucionais dependem fortemente dos fluxos de caixa de aluguel para se proteger contra a infla??o e as flutua??es cambiais, refor?ando a demanda por ativos geradores de renda. Os submercados prime em S?o Paulo, Bogot¨¢ e Santiago continuaram a registrar vac?ncia de um d¨ªgito em 2025, mesmo com corredores secund¨¢rios apresentando excesso de oferta de dois d¨ªgitos. Os operadores que incorporam recursos de PropTech e ESG j¨¢ est?o obtendo pr¨ºmios de aluguel de 10% a 15%, uma diferen?a que deve se ampliar ¨¤ medida que as empresas perseguem metas de emiss?o l¨ªquida zero.
Principais Conclus?es do Relat¨®rio
- Por modelo de neg¨®cio, o segmento de aluguel deteve 81,2% da participa??o do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul em 2025, enquanto as vendas devem avan?ar a um CAGR de 4,91% at¨¦ 2031.
- Por categoria do edif¨ªcio, os ativos de Categoria A comandaram 55,2% do tamanho do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul em 2025 e t¨ºm previs?o de crescer a um CAGR de 5,47% at¨¦ 2031.
- Por uso final, tecnologia da informa??o e servi?os habilitados por TI responderam por 32,5% da participa??o do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul em 2025 e devem se expandir a um CAGR de 5,88% at¨¦ 2031.
- Por geografia, o Brasil liderou com 42,8% de participa??o na receita em 2025, enquanto a Col?mbia est¨¢ posicionada para registrar o CAGR mais r¨¢pido de 6,09% at¨¦ 2031.
Nota: O tamanho do mercado e os n¨²meros de previs?o neste relat¨®rio s?o gerados usando a estrutura de estimativa propriet¨¢ria da ºÚÁϲ»´òìÈ, atualizada com os dados e percep??es mais recentes dispon¨ªveis em janeiro de 2026.
Tend¨ºncias e Perspectivas do Mercado de Im¨®veis Comerciais para Escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul
An¨¢lise de Impacto dos Fatores Impulsionadores*
| Fatores Impulsionadores | (~) % DE IMPACTO NA PREVIS?O DE CAGR | Relev?ncia Geogr¨¢fica | Horizonte de Impacto |
|---|---|---|---|
| Demanda por qualidade superior em escrit¨®rios de Categoria A com certifica??o ESG | +1.2% | Brasil, Chile, Col?mbia, Argentina | ²Ñ¨¦»å¾±´Ç prazo (2 a 4 anos) |
| Crescimento dos centros de capacidade global e hubs de BPO | +0.9% | Col?mbia, Brasil, Chile | Curto prazo (at¨¦ 2 anos) |
| Extens?es de CBD lideradas por infraestrutura desbloqueando novos corredores | +0.8% | Col?mbia, Chile, Brasil, Peru | Longo prazo (4 anos ou mais) |
| Reposicionamento de ativos obsoletos para ganhos de valor agregado | +0.7% | Brasil, Argentina, Chile | ²Ñ¨¦»å¾±´Ç prazo (2 a 4 anos) |
| Expans?o dos modelos de escrit¨®rio flex¨ªvel e gerenciado | +0.6% | Brasil, Argentina, Chile | Curto prazo (at¨¦ 2 anos) |
| Fonte: ºÚÁϲ»´òìÈ | |||
Demanda por qualidade superior em escrit¨®rios de Categoria A com certifica??o ESG
As empresas est?o consolidando opera??es em menos locais que oferecem certifica??es ambientais, sistemas de climatiza??o avan?ados e comodidades voltadas ao bem-estar. Em 2025, a vac?ncia permaneceu abaixo de 8% no Faria Lima, em S?o Paulo, e em Las Condes, em Santiago, enquanto torres sem certifica??o em CBDs perif¨¦ricos ultrapassaram 15%. A BloombergNEF observa que edif¨ªcios verdes agora garantem pr¨ºmios de aluguel de 10% a 15%, mas menos de um ter?o dos ativos existentes atende ao padr?o exigido, consolidando uma escassez de oferta duradoura. Novas emiss?es de t¨ªtulos verdes latino-americanos superaram USD 3,2 bilh?es em 2024, com o setor imobili¨¢rio entre os principais benefici¨¢rios. Propriet¨¢rios incapazes de realizar retrofits rapidamente enfrentam eros?o de renda ¨¤ medida que os inquilinos associam a qualidade do ambiente de trabalho ¨¤ marca e ¨¤ reten??o de talentos.
Crescimento dos centros de capacidade global e hubs de BPO
O alinhamento de fuso hor¨¢rio com a Am¨¦rica do Norte e os reservat¨®rios de m?o de obra bil¨ªngue est?o impulsionando Bogot¨¢, S?o Paulo e Santiago nas classifica??es globais de centros de capacidade global. A Cushman & Wakefield registrou um salto de dois d¨ªgitos nas loca??es de centros de capacidade global durante 2025, liderado por grandes empresas de fintech e software. O programa de USD 500 milh?es do Nubank para adicionar 5.700 esta??es de trabalho no Brasil e na Col?mbia ressalta uma revers?o mais ampla de onshoring que favorece espa?os colaborativos em detrimento de modelos remotos. Empresas de servi?os profissionais est?o se concentrando na ¨¢rea, refor?ando a demanda por torres prime de CBD. Esse efeito de densidade atrai fornecedores de suporte, transformando corredores selecionados em ecossistemas autossustent¨¢veis.
Extens?es de CBD lideradas por infraestrutura desbloqueando novos corredores
Megaprojetos de transporte de massa est?o redesenhando os mapas de escrit¨®rios. A Cidade Aeroporto de Bogot¨¢, avaliada em USD 4 bilh?es, e a linha Regiotram reduzir?o o tempo de deslocamento de 40 para 18 minutos, abrindo n¨®s ao norte e ao oeste at¨¦ 2026. O ramal ferrovi¨¢rio Santiago-Melipilla, de USD 1,88 bilh?o, e o ramal Batuco, de USD 950 milh?es, no Chile, prometem mudan?as semelhantes, enquanto a futura PPP de escrit¨®rios governamentais em S?o Paulo absorve uma parcela consider¨¢vel da oferta premium. Incorporadoras que adquirem terrenos pr¨®ximos ¨¤s novas esta??es podem se beneficiar da valoriza??o dos alugu¨¦is ap¨®s a inaugura??o, mas atrasos no zoneamento e na implanta??o de infraestrutura estendem o per¨ªodo de matura??o para uma d¨¦cada[1]BNamericas, "Infraestrutura Ferrovi¨¢ria de Santiago," bnamericas.com .
Reposicionamento de ativos obsoletos para ganhos de valor agregado
Dois ter?os do estoque s?o anteriores a 2010 e carecem de sistemas modernos de energia, protocolos de qualidade do ar interno e conectividade digital. Retrofits profundos de sistemas de climatiza??o com refrigerante vari¨¢vel, sensores de IoT e melhorias de fachada normalmente reduzem as contas de energia em 20% a 30%, com retorno do investimento em tr¨ºs a cinco anos. O ve¨ªculo de USD 2 bilh?es da Brookfield no Brasil est¨¢ em busca de opera??es de valor agregado capazes de gerar aumentos de aluguel superiores a 15%. As altas taxas de juros, no entanto, elevam os retornos m¨ªnimos exigidos, de modo que os propriet¨¢rios frequentemente garantem pr¨¦-loca??es ?ncora antes do in¨ªcio das obras. Sem capital, muitos ativos de Categoria B e C correm o risco de obsolesc¨ºncia funcional ou convers?o para usos alternativos.
An¨¢lise de Impacto das Restri??es*
| Restri??es | (~) % de Impacto na Previs?o de CAGR | Relev?ncia Geogr¨¢fica | Horizonte de Impacto |
|---|---|---|---|
| O trabalho h¨ªbrido mant¨¦m a vac?ncia elevada em CBDs secund¨¢rios | -0.8% | Argentina, Brasil, Peru | Curto prazo (at¨¦ 2 anos) |
| A volatilidade macroecon?mica e cambial eleva os custos de financiamento | -0.6% | Argentina, Brasil, Chile, Col?mbia | ²Ñ¨¦»å¾±´Ç prazo (2 a 4 anos) |
| Elevadas necessidades de capex para que o estoque mais antigo atenda aos padr?es ESG | -0.5% | Brasil, Argentina, Chile | ²Ñ¨¦»å¾±´Ç prazo (2 a 4 anos) |
| Fonte: ºÚÁϲ»´òìÈ | |||
O trabalho h¨ªbrido mant¨¦m a vac?ncia elevada em CBDs secund¨¢rios
As pol¨ªticas permanentes de trabalho h¨ªbrido reduziram as plantas das sedes em 20% a 30% at¨¦ 2025, deixando torres mais antigas em Buenos Aires e Lima com vac?ncia de dois d¨ªgitos. Uma pesquisa da JLL com 500 empresas mostra que dois ter?os agora t¨ºm como meta tr¨ºs dias presenciais por semana, resultando em renova??es de contratos mais enxutas. Os propriet¨¢rios em busca de ocupa??o est?o concedendo meses de aluguel gratuito e subs¨ªdios para instala??es, diluindo os retornos. A menos que o crescimento econ?mico se recupere de forma acentuada, o excesso de espa?o em corredores n?o prime pode persistir at¨¦ 2028.
A volatilidade macroecon?mica e cambial eleva os custos de financiamento.
As taxas de juros b¨¢sicas ficaram em 11% no Brasil e superaram 40% na Argentina durante 2025, fazendo com que os rendimentos alavancados ficassem abaixo dos custos da d¨ªvida em muitas opera??es. A deprecia??o cambial corr¨®i ainda mais os retornos em d¨®lar para o capital estrangeiro, for?ando os participantes a realizar hedge ou exigir spreads mais amplos. Embora grandes fundos como a Brookfield consigam absorver a volatilidade, incorporadoras de m¨¦dio porte est?o suspendendo projetos especulativos, restringindo a nova oferta e desacelerando os pipelines de retrofit[2]Banco Central do Brasil, "Atualiza??es de Pol¨ªtica Monet¨¢ria 2025," bcb.gov.br .
*Nossas previs?es tratam os impactos dos impulsionadores e restri??es como direcionais, e n?o aditivos. As previs?es de impacto refletem o crescimento de base, os efeitos de composi??o e as intera??es entre vari¨¢veis.
An¨¢lise de Segmentos
Por Modelo de Neg¨®cio: Domin?ncia do Aluguel sob Risco Cambial Persistente
O segmento de aluguel respondeu por 81,2% da participa??o do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul em 2025, refletindo o apetite dos investidores por fluxos de caixa previs¨ªveis em meio ¨¤s oscila??es cambiais. A BR Properties registrou USD 131 milh?es em receita nos primeiros nove meses de 2024 com 90,8% de ocupa??o, evidenciando a resili¨ºncia de portf¨®lios de aluguel bem localizados. No horizonte, as receitas de aluguel devem crescer a um CAGR de 5,77%, confortavelmente acima da taxa de crescimento geral do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul. Os compradores institucionais preferem contratos de loca??o triplo l¨ªquido e reajustes indexados ¨¤ infla??o que protegem contra a infla??o, uma postura que refor?a a rota??o de capital em dire??o a ativos core estabilizados.
As vendas, embora menores, atraem usu¨¢rios finais propriet¨¢rios que buscam certeza de custos no longo prazo e family offices em busca de prote??o contra a infla??o. As altas taxas de juros esfriaram os volumes de transa??es, levando as incorporadoras a se voltarem para opera??es de constru??o sob medida ancoradas por inquilinos com boa classifica??o de cr¨¦dito. A escassez de financiamento amplia o pr¨ºmio de liquidez entre ativos trof¨¦u e ativos secund¨¢rios, incentivando os propriet¨¢rios a ampliar os pipelines de aluguel em vez de buscar aliena??es pontuais.

Por Categoria do Edif¨ªcio: Categoria A Supera o Desempenho ¨¤ Medida que os Inquilinos Buscam Credenciais ESG
As torres de Categoria A capturaram 55,2% da participa??o do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul em 2025, registrando vac?ncia abaixo de 8% e pr¨ºmios de aluguel de 12% em rela??o aos pares de Categoria B. Seu CAGR previsto de 5,47% at¨¦ 2031 supera o tamanho geral do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul ¨¤ medida que as empresas buscam reduzir sua pegada de carbono. O novo estoque entrega certifica??es LEED ou EDGE, acesso sem contato e lounges de bem-estar que fortalecem a marca empregadora. A BloombergNEF calcula que menos de 30% do estoque existente atende aos atuais crit¨¦rios de sustentabilidade, de modo que a oferta incremental provavelmente ficar¨¢ aqu¨¦m da demanda.
Os ativos de Categoria B est?o em uma encruzilhada: investir USD 60 por metro quadrado em retrofits ou ceder terreno para concorrentes mais modernos. Alguns edif¨ªcios de Categoria B bem localizados em Santiago ainda desfrutam de 8% de vac?ncia, mostrando que inquilinos sens¨ªveis ao pre?o aceitar?o especifica??es moderadas se a localiza??o for excelente. As torres de Categoria C, sobrecarregadas com vidros simples e instala??es mec?nicas, el¨¦tricas e hidr¨¢ulicas desatualizadas, correm o risco de obsolesc¨ºncia funcional, a menos que sejam reposicionadas em convers?es de uso misto ou residencial.
Por Uso Final: TI e ITES Consolidam a Lideran?a
Tecnologia da informa??o e servi?os habilitados por TI responderam por 32,5% da demanda em 2025, garantindo a maior fatia do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul. O segmento est¨¢ posicionado para um CAGR de 5,88%, impulsionado por mandatos de nearshoring e roteiros de transforma??o digital. Bogot¨¢, destacada no ¨ªndice de centros de capacidade global da Cushman & Wakefield de 2025, est¨¢ atraindo grandes empresas de software e fintech com incentivos fiscais e amplos reservat¨®rios de engenheiros. A expans?o multicitadina de USD 500 milh?es do Nubank exemplifica uma mudan?a mais ampla de retorno a hubs f¨ªsicos que fomentam a inova??o.
O setor de BFSI permanece como inquilino fundamental, mas est¨¢ racionalizando espa?o por meio do fechamento de ag¨ºncias e da migra??o para a nuvem. Empresas de servi?os profissionais, jur¨ªdicos e de energia preenchem grande parte do restante, cada uma influenciada pelas condi??es econ?micas. A concentra??o de inquilinos de TI em corredores prime fortalece os efeitos de clustering, direcionando comodidades auxiliares e investimentos em transporte para essas zonas e ampliando o abismo entre mercados prime e perif¨¦ricos.

Nota: Participa??es de todos os segmentos individuais dispon¨ªveis mediante a compra do relat¨®rio
An¨¢lise Geogr¨¢fica
O Brasil detinha 42,8% da participa??o do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul em 2025, impulsionado pela domin?ncia de S?o Paulo em finan?as e tecnologia. A futura PPP de USD 1,14 bilh?o do estado para reunir 22.700 servidores p¨²blicos em 288.000 m? de escrit¨®rios de Categoria A absorver¨¢ uma parcela consider¨¢vel da nova oferta, ao mesmo tempo em que estabelece padr?es ESG. A decis?o do Nubank de injetar USD 500 milh?es em novos espa?os em quatro metr¨®poles brasileiras ecoa uma recupera??o mais ampla do setor de tecnologia que prioriza escrit¨®rios colaborativos. No entanto, os elevados custos da d¨ªvida, com a Selic a 11% em 2025, moderam os in¨ªcios especulativos e levam os propriet¨¢rios a optar por entregas faseadas.
A Col?mbia deve registrar o CAGR mais r¨¢pido de 6,09% at¨¦ 2031. Bogot¨¢ est¨¢ liderando esse crescimento gra?as a uma Cidade Aeroporto de USD 4 bilh?es, um parque cient¨ªfico de 247 hectares e a linha Regiotram, que entra em opera??o em 2026[3]Governo de Bogot¨¢, "Plano Diretor da Cidade Aeroporto 2026," bogota.gov.co . A vac?ncia de escrit¨®rios nos principais distritos ao norte caiu abaixo de 11% no final de 2025, ¨¤ medida que centros de capacidade global e fintechs absorveram andares premium. Os cr¨¦ditos fiscais governamentais para exporta??es digitais tornam a proposta ainda mais atraente para multinacionais que avaliam hubs de nearshore.
Chile, Argentina e Peru formam o n¨ªvel intermedi¨¢rio da regi?o. Santiago manteve vac?ncia abaixo de 9% em 2025, com seu bairro de Las Condes se beneficiando dos projetos ferrovi¨¢rios duplos de USD 2,83 bilh?es que reduzir?o os tempos de deslocamento e elevar?o os valores fundi¨¢rios suburbanos. Na Argentina, a taxa de vac?ncia de Buenos Aires permaneceu em 16,7%, com os picos da taxa de juros acima de 40% freando o apetite por loca??es. O corredor de Lima, no Peru, registrou uma leve redu??o na vac?ncia com poucas entregas conclu¨ªdas, mas o Scotiabank sinalizou uma queda de 5% na demanda por cimento no in¨ªcio de 2025, indicando cautela por parte das incorporadoras.
Cen¨¢rio Competitivo
A concorr¨ºncia ¨¦ moderadamente concentrada, com um pequeno grupo de propriet¨¢rios l¨ªderes respondendo por uma parcela substancial do estoque de padr?o institucional nos mercados metropolitanos de primeiro n¨ªvel. Sua escala permite a aquisi??o em volume de energia renov¨¢vel, a implanta??o de PropTech em todo o portf¨®lio e o acesso preferencial a inquilinos ?ncora. Fundos dom¨¦sticos de m¨¦dio porte frequentemente se associam a esses grandes players para obter exposi??o a torres trof¨¦u com menor aporte de capital.
Os movimentos estrat¨¦gicos concentram-se em retrofits ESG e estruturas de neg¨®cios com capital misto. O fundo global de USD 15 bilh?es da Brookfield aloca uma parcela latino-americana para aquisi??es de valor agregado capazes de obter a certifica??o LEED Gold em 2 anos. A IWG est¨¢ acelerando um modelo de "capital leve", convertendo contratos de aluguel fixo em acordos de compartilhamento de receita que amortecem as quedas de ocupa??o. A BR Properties, por sua vez, canaliza o caixa excedente para sensores de edif¨ªcios inteligentes com previs?o de reduzir os custos operacionais em at¨¦ 15% em tr¨ºs anos.
As startups de PropTech est?o complementando, e n?o substituindo, os incumbentes. Plataformas de experi¨ºncia do inquilino, softwares de administra??o de contratos e pain¨¦is de energia baseados em intelig¨ºncia artificial est?o escalando por meio de parcerias com propriet¨¢rios, e n?o por meio de opera??es diretas em ativos. Isso refor?a as hierarquias de mercado existentes, sugerindo mudan?as competitivas incrementais, e n?o disruptivas, at¨¦ 2031.
L¨ªderes do Setor de Im¨®veis Comerciais para Escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul
Brookfield Property Group (Brookfield Brasil)
BR Properties S.A.
Cyrela Commercial Properties (CCP)
IRSA Propiedades Comerciales
Parque Arauco S.A.
- *Isen??o de responsabilidade: Principais participantes classificados em nenhuma ordem espec¨ªfica

Desenvolvimentos Recentes do Setor
- Fevereiro de 2026: S?o Paulo confirmou um leil?o de PPP de USD 1,14 bilh?o por 30 anos para abrigar 22.700 servidores p¨²blicos em 288.000 m? de escrit¨®rios de Categoria A.
- Janeiro de 2026: O Nubank alocou USD 500 milh?es ao longo de cinco anos para expandir escrit¨®rios em S?o Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Bogot¨¢.
- Junho de 2025: Bogot¨¢ avan?ou com o metr? leve Regiotram de 39,6 km, um pilar de seu programa Cidade Aeroporto de USD 4 bilh?es.
- Mar?o de 2025: O Minist¨¦rio de Obras P¨²blicas do Chile avan?ou com os ramais ferrovi¨¢rios Santiago-Melipilla, de USD 1,88 bilh?o, e Batuco, de USD 950 milh?es.
Escopo do Relat¨®rio do Mercado de Im¨®veis Comerciais para Escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul
| Venda |
| Aluguel |
| Por Modelo de Neg¨®cio | Venda |
| Aluguel |
Principais Perguntas Respondidas no Relat¨®rio
Qual ¨¦ o tamanho atual do mercado de im¨®veis comerciais para escrit¨®rios na Am¨¦rica do Sul?
Ele estava em USD 99,30 bilh?es em 2026 e deve atingir USD 126,35 bilh?es at¨¦ 2031.
Qual CAGR ¨¦ esperado para a regi?o at¨¦ 2031?
O mercado deve se expandir a um CAGR de 4,91% no per¨ªodo de 2026 a 2031.
Qual modelo de neg¨®cio domina os ativos de escrit¨®rio na Am¨¦rica do Sul?
Os ativos de aluguel representam 81,2% da participa??o de mercado e continuam superando o crescimento das vendas.
Qual pa¨ªs crescer¨¢ mais rapidamente at¨¦ 2031?
Estima-se que a Col?mbia lidere com um CAGR de 6,09%, impulsionado por projetos de infraestrutura e fluxos de entrada de centros de capacidade global.
Por que os escrit¨®rios de Categoria A superam o desempenho do estoque mais antigo?
Os inquilinos valorizam as certifica??es ESG e as comodidades avan?adas, permitindo que os edif¨ªcios de Categoria A obtenham pr¨ºmios de aluguel de 10% a 15% e mantenham vac?ncia abaixo de 8%.
Como o espa?o de trabalho flex¨ªvel est¨¢ evoluindo ap¨®s a reestrutura??o da WeWork?
Os operadores agora preferem parcerias de compartilhamento de receita com propriet¨¢rios, oferecendo ¨¤s empresas op??es de curto prazo enquanto limitam os passivos fixos para os provedores.
P¨¢gina atualizada pela ¨²ltima vez em:



